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“A Semana Santa é grande retiro espiritual das comunidades. Começa com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.”
(Dom Fernando Mason - Bispo da Diocese de Piracicaba)
• Domingo dos Ramos • (ver fotos)
Domingo de manhã, na Catedral, os preparativos finais para a celebreção dos Ramos.
• Via Sacra • (ver fotos)
Na 3ª feira da semana santa, a Comunidade da Catedral reuniu-se para o exercício da Via Sacra. Cerca de 150 pessoas percorreram algumas ruas centrais da cidade, cantando, orando, refletindo e atualizando as 15 estações. Estações estas, que representam à caminhada de Jesus do momento em que foi preso e condenado até o momento de sua ressurreição gloriosa.. Esta caminhada penitencial teve seu início na Igreja de São Benedito e terminou no interior da Catedral onde Monsenhor Jamil fez uma breve preleção exaltando a vida que ressurge da morte.
• Missa dos Santos Óleos • (ver fotos)
Na Diocese de Piracicaba, esta missa foi realizada na 4ª feira santa à noite. Na Catedral reuniram-se o Bispo Diocesano, Dom Fernando Mason, o Bispo emérito Dom Eduardo Koaik, padres da Diocese e leigos de todas as Paróquias da Diocese. Durante a missa, após a bênção por Dom Fernando os representante leigos, de cada paróquia, receberam os santos óleos (batismo, crisma e unção dos enfermos) para serem levados e usados em suas comunidades de origem, por todo este ano de 2006.
• Missa da Ceia do Senhor na Eucaristia • (ver fotos)
“A celebração da Semana Santa encontra seu ápice no Tríduo Pascal, que compreende a quinta-feira santa, a sexta-feira da paixão e morte do Senhor e a solene Vigília Pascal, no sábado a noite. Esses três dias formam uma grande celebração da páscoa memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus."
(Dom Eduardo Koaik - Bispo Emérito de Piracicaba)
• Caminhada Penitencial pela Morte do Senhor • (ver fotos)
A sexta-feira santa é um dia de recolhimento, silêncio e oração. Neste dia não há missa. Às 15h00 aconteceu a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão. Às 19h30 aconteceu a tradicional caminhada penitencial. No encerramento, diante de aproximadamente 5000 pessoas, Monsenhor Jamil, pároco da Catedral, proferiu inspirada homilia, que transcrevemos a seguir:
“À pergunta do africano, pai de um catequizando – “O que Deus tem a ver comigo e o que eu tenho a ver com ele” – certamente caberia a resposta do missionário: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”(Jo3,16-17).
O nosso sofrimento pede consolo, pois ele nos fragiliza, torna-nos carentes. Embota-nos.
Entretanto, se sairmos de nós e olharmos à volta, quase sempre encontramos pessoas com maiores sofrimentos que os nossos.
Jesus também, Filho bendito do Pai, não se fechou no seu sofrimento:
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc23,34).
Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43)
“Mulher, eis aí Teu filho. Filho, eis aí tua mãe” (Jo 19,26-27
Sobretudo em Lucas 23,28 ele registra o lamento e recoloca a questão: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas chorai por vós mesmas e por vossos filhos”.
Precisamos libertar as pessoas e o mundo para que não haja mais oportunidades de choros e lamentos: maldades, injustiças e violências.
Quando nos solidarizarmos com os deserdados deste mundo, compreenderemos que quem precisa de lamentos não é o Senhor. Somos nós e nossos filhos.
Condoer-se é bom. Comprometer-se é melhor.
Na Nova Suprema, realiza-se o anunciado: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto”(Jo 12,24).
Mais do que o lamentar estéril do sofrimento e da morte de Jesus, importa, contemplando o mistério, buscar o seu significado. Direcionar a nossa compaixão (cum-patire) não para Jesus – que abraçou livremente o sofrimento e a morte – mas para aqueles por quem ele sofreu e morreu. Esse é o despertar do compromisso.
Diante da cruz sobre o mundo, do sofrimento humano, não há como ser neutro ou omisso. Temos que definir o nosso lado: o dos que impõe cruzes ou o dos que carregam e ajudam os outros a carregar. Não dá para – como Pilatos – lavar as mãos.
Ó Deus, a cruz é sinal do vosso amor por todas as pessoas. Fortalecei-nos para que tenhamos a coragem de denunciar as iniqüidades que ofendem e matam a vida. Ajudai-nos a estar sempre ao lado dos crucificados: dos que não tem teto, nem terra, nem emprego, nem saúde, nem educação. Livrai-nos do acúmulo desnecessário de bens. Ensinai-nos a partilhar o que somos e temos. Dai-nos sensibilidade de coração para enxergarmos as necessidades e sofrimentos dos irmãos e irmãs. Nós vos pedimos em nome de Jesus. Amém.
Maria, Mãe de Jesus e nossa, fortaleci-nos no caminho de vosso Filho”.
• Sábado Santo • (ver fotos)
O Sábado Santo é dia de silêncio e oração. Durante todo o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração. À noite, realiza-se a Vigília Pascal, celebrando a ressurreição de Jesus Cristo.
“Segundo antiqüíssima tradição, esta noite deve ser comemorada em honra do Senhor, e a Vigília que nela se celebra, em memória da noite santa em que Cristo ressuscitou, deve considerar-se “a mãe de todas as santas Vigílias”, pois, nela, a Igreja mantém-se de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, e celebra-a com os sacramentos da iniciação cristã.”(cf.:Cerimonial dos Bispos, nº 332)