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Coordenador da Assessoria Litúrgica da Diocese de Piracicaba
A serviço da saúde, a serviço dos pobres
Era o ano de 1981. A Igreja no Brasil celebrava mais uma Campanha da Fraternidade, convidando todos à conversão e à solidariedade. A campanha tinha como tema “Fraternidade e saúde’ e como lema “Saúde para todos”. Procurava conscientizar os católicos e toda a sociedade sobre o dom e o valor da saúde e propunha medidas efetivas para que o poder público e a sociedade cumprissem seu papel, atendendo sobretudo a população mais carente, garantido-lhe esse sagrado direito.
A Campanha da Fraternidade contempla um gesto concreto de partilha e solidariedade, com a realização de uma coleta nacional. Os recursos dessa coleta são distribuídos entre a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e a diocese, para que apliquem em projetos sociais.
Com os recursos que couberam à diocese na campanha de 1981, o então bispo diocesano, Dom Eduardo Koaik, tomou uma decisão: criaria um serviço de atendimento aos pobres na área da saúde. E assim surgiu o Banco dos Remédios que, este mês, está completando 25 anos.
Esse projeto social da diocese oferece gratuitamente remédios para as pessoas carentes mediante apresentação da receita médica. O Banco dos Remédios foi inaugurado oficialmente em 7 de agosto de 1981, ocupando uma sala da Creche São Vicente de Paula. Dom Eduardo procedeu à bênção e explanou os objetivos desse projeto social que nascia, modestamente, com o propósito de atender os pobres, concretizando o lema da Campanha da Fraternidade: “Saúde para todos”.
Com o passar do tempo, o serviço foi se ampliando e hoje o Bancos dos Remédios está instalado no Centro Diocesano de Pastoral, anexo à Cúria Diocesana. Integra a PASCA – Pastoral do Serviço da Caridade, entidade social da Diocese de Piracicaba. Os remédios são conseguidos junto a médicos que oferecem amostras grátis, através de campanhas realizadas por igrejas, colégios e empresas. Também tem prestado grande colaboração o Lions Clube Piracicaba Centro que há cinco anos realiza promoções cuja renda é destinada à compra de remédios.
É importante salientar que o Banco dos Remédios só foi possível graças ao trabalho de voluntários que abraçaram o projeto. Acatando idéia de Dom Eduardo, um grupo de esposas de médicos, coordenado pela sra. Silvia Mello Ayres, organizou o trabalho. Desse grupo faziam parte as sras. Valderez Silveira Moraes Forastieri, que foi a primeira coordenadora do Banco de Remédios, e Edna Aparecida Maia, atual coordenadora, que até hoje participam desse trabalho social.
Outra pessoa de grande importância na concretização do projeto foi o farmacêutico Caetano Gramani que organizou o Banco dos Remédios e esteve à frente dos trabalhos, atendendo as pessoas e orientando as primeiras voluntárias. Realizou esse importante serviço social graciosamente por vários anos. Depois, deixando Piracicaba, continuou seu apostolado, ajudando a fundar mais de vinte Bancos de Remédios em várias partes do Brasil.
Passados 25 anos, o Banco dos Remédios conta hoje com o trabalho de uma farmacêutica responsável e a colaboração de um grupo de 28 voluntárias que, sob a orientação da farmacêutica, dedicam-se ao trabalho em sistema de rodízio, de segunda a sexta-feira, no período da tarde, atendendo mensalmente, em média, 900 pessoas. O projeto idealizado por Dom Eduardo se concretizou graças ao apoio e colaboração de tantas pessoas.
A Diocese de Piracicaba rende graças a Deus pelo Jubileu de Prata do Banco dos Remédios. São 25 anos de atividades ininterruptas, graças ao trabalho dedicado da farmacêutica e das voluntárias, que acreditam na proposta do evangelho de Jesus que veio para que todos tenham vida e vida em plenitude. São 25 anos a serviço da saúde, a serviço dos pobres, a serviço da vida!